26 janeiro 2010

Silencius

Esse silêncio contém tantas palavras
Assim como o momento antes das palmas
Eu vejo nos seus olhos e na minha alma
que no fundo somos feitos da mesma água

Mesmo na minha bagunça ainda vejo suas coisas
No que eu acredito, e quando me atrapalho
Em mim vejo seus reflexos

Mas mantemos um pacto de distância
Vou levando a vida tentando manter a calma
Busquei ser tudo que você quer
Pra te agradar, pra te prender

Eu ainda tenho aquele sonho ruim
Chego a te odiar, mas lembro do seu rosto
Um doce pesadelo que te vejo
O que em nós mudou?
O quê inventamos?

Tô cheia desse vazio de você.


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19 janeiro 2010

bigger than my body

Vontade de ser grande, não literalmente[rsrs] vontade de ser independente, não fugir do que eu sou. Eu sei que eu sou maior que o meu corpo.

Someday I'll fly
Someday I'll soar
Someday I'll be
So damn much more
Cause I'm bigger than my body
Gives me credit for


SUSPIROOOOOOO

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17 janeiro 2010

2010

Agora finalmente inicio 2010. Sei nem o que dizer sobre 2009, enfim, o blog tá aí descrevendo algumas situações que eu vivi. Começo 2010 com a cabeça em lembranças de 2009, complicado isso, né?Enquanto todo mundo faz planos para o ano novo, minha cabeça ainda tá no ano passado, acordo todos os dias lutando pra esquecer do passado, afinal, "se o passado fosse bom, ele estaria do seu lado,e não lá atrás". Mudei muito de mim em 2009, abandonei poemas, contos e fiz desse blog não sei nem mais definir o quê...tentei voltar a escrever poemas, parece que a coisas travaram, o lirismo fugiu??deve ter sido...tanta coisa anda fugindo.Enfim, eu tentei escrever, mas estou com vergonha o suficiente de postar, apesar de saber que esse blog é quase entregue às traças.[rs]

Esse blog...pensei em excluir, queria praticar o desapego, exclui orkut, msn...mas quando olhei pra cá e vi mais de 2 anos(eu creio)de mim escritos aqui, deu dó. Eu evito ler posts antigos,pra não relembrar, mas isso é minha história, boa ou ruim, isso aqui sou eu.

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02 janeiro 2010

30/31/12


Difíceis esses dias em que a gente sabe o que não queria que acontecesse, ou que soubéssemos, mas que esperávamos[na pior das hipóteses] que um dia pudesse acontecer. São dias cinzas, intempestivos, porque não da cor dos seus olhos? Renato não é ultrapassado, arte é sempre atemporal, assim como os sentimentos; não adianta fugir, por anos e anos eles se repetem, sempre tem alguém sabendo de algo, alguém chorando, alguém partindo, alguém recomeçando, ou tentando pelo menos. Recomeçar é sempre difícil, principalmente pra quem é "todo coração", é preciso se despedaçar em um bilhão de caquinhos, ser até meio masoquista, gostar de sofrer, de alimentar esperanças, até o último milionésimo de segundo; bem, depois disso é hora de pôr as recordações para forar, tentar sarar as feridas, varrer todos aqueles caquinhos, pôr num saco, com o máximo de cuidado pra não deixar vestígios, e engavetá-los a sete chaves. Vai ser difícil, às vezes não pensar, mas os jovens tem a vantagem do tempo. Aí, um belo dia um sorriso vai sair, completamente sóbrio, e aquele mesmo frio da barriga do amor que sentiu, agora vem diferente...vai ser de alegria! O vento vai bater novamente no rosto -o impulso vital-, vai te acalentar, te acariciar a face e dizer: não desiste! Quem é todo coração passa por isso, mas tem a vantagem de ser fênix.

29 dezembro 2009

Azul

Não sei o que resta de mim em você, nem a reversibilidade dessa afirmação, mas sei que te desejo algo bem grande, bonito e maravilhoso, a ponto de te fazer acreditar que é possível ser imensamente feliz. Não desejo que você se feche nem se sinta incapaz de realizar suas tarefas, que são tantas, mas que você tenha ponderação de saber que dando o melhor de si, já é o suficiente. E apesar de nossas brigas, algumas salvas por mim, e relidas hoje, sirvam apenas para lembrar de quando fizemos as pazes; de como NÃo ria com as minhas piadas, e achava "engraçado" o meu sorriso. Que tudo isso fique na tua memória como um sonho bom. Que eu seja assim, um sonho bom, que um dia você acordou riu e pensou: foi só um sonho. E seguiu a diante. Não quero mais estar aqui nessa cidade, nem nesse lugar, ano que vem, gostaria muito de partir, nem que fosse para o Amazonas, essa atitude não é uma ação desesperada de quem implora atenção, mas sim, de quem quer tentar de novo.

"- Podia esperar de qualquer um essa fuga, esse fechamento. Mas não em você, se sempre foram de ternura nossos encontros e mesmo nossos desencontros não pesavam, e se lúcidos nos reconhecíamos precários, carentes, incompletos. Meras tentativas, nós. Mas doces. Por que então assim tão de repente e duro, por quê?" Caio F.

23 dezembro 2009

Ainda

Até quando vai continuar assim? Até quando ainda vou ver sua foto e repetir os mesmo gesto que fiz outrora?Noossa, seria tão bom se pudéssemos de repente, apagar tudo que já nos fez sofrer um dia, tudo que ainda faz meu estômago revirar,e as pernas faltarem... Seria bom se realmente pudéssemos fazer um “brilho eterno de uma mente sem lembranças”, que desse certo!
Essa abstinência, essa falta de tudo, de você...dói tanto que nem o Caio nem o Nazarian conseguem suprir. Precisava de doses homeopáticas, todos os dias, e perder é como perder o rumo. Perder o rumo é até mesmo confundir o sentimentos, e eu já nem sei o que sinto. Talvez um dia, quem sabe, eu olharei pra isso tudo, longe de tudo, de todos, e consiga ver que superei, ou não, estaria sentada ouvindo uma daquelas fossas perfeitas, talvez com algum doce deletério, mas lembraria de todos os detalhes. Essa minha memória fotográfica me mata, muitas vezes.
“Só por hoje não vou tomar minha dose de você ”

25 novembro 2009

sobre a esperança

acho que nunca precisei(senti tanto) a necessidade de ter alguém a meu lado.sabe aquela pessoa que te liga pra dizer: boa noite, sinto sua falta, quero teu abraço...estou contigo!?
e a cada vez que o telefone vibra, o coração acelera, e eu sempre me lembro de que tenho que levá-lo ao conserto...vibra com ligações do além!

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16 novembro 2009

*Faz tanto tempo que invento meus próprios dias

Viver é sempre tão difícil, apesar de lindo, raras vezes.
Queria que você me ligasse, assim mesmo, no meio da noite, e que dissesse meu nome suavemente, com a voz de sono que eu tanto gosto.
Queria muito que minhas sutilezas fossem notadas, sem julgamentos, e que minha ingenuidade não fosse motivo para piada.
Eu quis que agora, nesse momento, o telefone tocasse, quis tanto falar que me faltou a coragem para ligar.
mas como sempre...
estou só. sem coragem...




*Caio F.

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11 novembro 2009

Safra ruim

Eu sei, isso foi destinado para ser errado
Você procurava pela melhor saída, e eu a entrada.

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hun?

Sabia que estavas perto, mas senti tua falta
Das birras sem motivos, dos palavrões amorosos
Daquele cutucão naquela tarde que disse mais do que você nunca disse!
Cadê você?
Tenho tanto pra dizer.

C
a
d
ê
?

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24 outubro 2009

Sobre o sertão

Deixei que a água percorresse todo o meu corpo, vergonhosamente recolhido no canto, junto, debruçado sobre minhas pernas. Então é isso...contribui para que a vazão da água aumentasse colaborando com minhas lágrimas, presas, escondidas, por meses. Não diminuiu o sal da minha alma, as chuvas às vezes acontecem no sertão.
Eu tenho medo, medo da dor, medo do medo...medo de ser quem eu sou, pra sempre...
sertão.

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Sinto tanta falta que sonho com um abraço...

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10 outubro 2009

Lixiviação

Como me concentrar se o volume da televisão está alto demais, e se por dentro tenho uma raiva que consome todas as minhas entranhas? Raiva, muita, alimentada por mim, pelo meu ciúme[completamente sem razão]. Talvez eu devesse mesmo deletar essa coisa de orkut, não me faz muito bem. É melhor não ver o que meu coração não deseja sentir. Porém, eu deveria mesmo ver, para tentar me acostumar e seguir meu rumo, perceber que a vida continua, que eu não posso, não devo, ficar parada. Mas parada eu também não estava, pois se assim estivesse não teria ido lá, digitado um nome e clicado numa foto, e por masoquismo ter visto o que eu não queria. Eu devo mesmo gostar de sofrer, remoer, viver de passado. Tenho certos problemas sentimentais, me apego facilmente, e sempre imploro, grito, suplico[interiormente]: me ame, me ame, me ame! Talvez eu tivesse sido amada se há três anos tivesse dito "sim", mas não, por medo, insegurança sei lá o que, eu fugi. Eu costumo também fugir com frequência.
O meu problema é em noites como esta, em que chove...
tudo cai, e nada seca.

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01 outubro 2009

Falta, falta tanta coisa...

Ele entrou no cômodo, e sem acender a luz tirou os sapatos, era preciso deixá-los descansar depois de horas seguidas de uso, foram tantas que eles já estavam quentes. Seria difil sobreviver àquela noite...solta o nó da grava, afunda na poltrona vermelha em frente a tv. Como pensar que teria que dizer adeus a quem tanto amava? Como ter que fazer isso e não deixar uma lágrima rolar?? Num deserto de almas também desertas, uma alma especial reconhece, de imediato, a outra.
Foi assim que o Caio disse, e era assim que ele se sentia. Foi difícil achar uma alma cheia como aquela...Mas agora, sua alma estava cansada também, e decidiu se render um pouco aos carinhos que o vento o ofertava quando entrava pela janela displicentemente aberta.
Adormeceu...
Ou melhor,
dormiu.
Um sono
eterno
.

21 setembro 2009

Ibmuz

Noite quente, roupa de frio. ou era o contrário? não sei... leve como pluma me arrasto pela multidão, esqueci as dores e os problemas, danço como sempre, e nunca dancei. a fumaça alheia me inebria, sigo no meu ritmo, sorrisos fáceis, passos ensaiados. uma boca que me encanta, uma oportunidade perdida, uma noite aproveitada, uma solidão tirada. pessoas, pessoas, pessoas, onde estão seus rostos? procuro, não vejo, não está nítido... cansaço de alma leve, desabo em meu colchão, ou será que me levantei dele??

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17 setembro 2009

Amuo

Me omito, enquanto tu, desenfreadamente, tentas fazer um discurso rápido em tua cabeça. não te olho, deixo que tu continues a soltar verdades sintéticas, previamente escolhidas. maldita data, que não me esqueço, pudera eu tirar um cigarro do bolso e me fazer de desacreditada em tudo que tua boca, que me seduz mais que tuas palavras, me diz. poderia passá-lo entre os dedos, pensando em roe-los mais tarde quando parasse em frente de um boteco qualquer da vida. desses que sempre tem uma música brega o suficiente para encaixar-se em algum momento de nossas vidas. mas, não, mantive-me calada, e parece que te supreendi, como animal que desiste da sua presa, eu desisti. não ouso mal dizer teu nome, mas também evito dizê-lo. o tempo vai passando, e te ver por acaso ainda me esfria a espinha, e me lembro do cigarro que nunca peguei no bolso, das unhas que nunca roi. e nem vou, pois tu não mereces meu esforço em me auto-destruir.

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15 setembro 2009

"Dias sim, dias não.


Eu vou sobrevivendo sem um arranhão"

Recomeçar, e apagar literalmente todas as memórias. qual parte disso você não entende? será a parte na qual na loucura do meu dia, volto a procurar aquilo que eu fiz questão de apagar? e eu volto tudo para que você me entenda. apaguei o que tinha que ser apagado quando minha racionalidade me permitiu, e quando estou no ápice de minha solidão procurou tudo aqui que não foi meu, não foi pra mim e eu nunca tive. deve ser fácil para você superar essa situação, tu nunca entendeu o que quis te dizer atrás daqueles versos, que não eram meus, mas eram para você. acordei sonhando com um telefonema e me vi num cenário de caio, a vidraça que vai do teto até o chão me mostra apenas tetos de zinco marcados, e olhar para o carpete verde me dá ânsia, mas não tenho outra opção, a janela não abre, a porta não abre. estranho, por favor, não coloque os cigarros e o pão com água por baixo da porta hoje...eu não sou, mas eu estou triste, só hoje. e entre ser e estar, estar é menos dolorido, porque é uma dor que vem em ondas, às vezes chega no final do dia, mas aí já estou perto de dormir e sonhar para tentar esquecer, o ruim mesmo é quando ela vem pela parte da manhã, como hoje, porque tenho o dia todo para sentí-la, forte, intensa, fisgando cada parte de meu corpo e me fazendo lembrar de tudo aquilo que não foi.

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10 setembro 2009

feriado

não esperem grandes sorrisos, abraços apertados e piadas contadas. ando contando os pedras do asfalto e procurando dentro de mim uma explicação para tudo. ando contra o vento de peito aberto, o céu tem a cor de meus olhos quando procuro por estrelas. acho que o problema está em mim, em não aceitar o que a vida foi capaz de me dar e também de tirar. pessoas vêm e vão com a mesma velocidade em que aproximo delas. Nazarian, Quintana, Lispector, Caio! me ofereçam colo!
tenho medo de mim...e estou em pleno "feriado de mim mesmo".

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25 agosto 2009

Segredos

Você me viu da maneira mais íntima que alguém já teve a oportunidade. Sim, naquele dia você decifrou meu olhar que tanto te fascina... Me viu tão na alma que não tive coragem de te olhar novamente daquele modo, não sei o que devo esperar de você....

Nos seus olhos quero descobrir
Uma razão para viver
E as feridas dessa vida
Eu quero esquecer...

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16 agosto 2009

Monossamba


Sabe aquele aperto no peito, aquela vontade de não saber o que agora é sabido? Eu sei como é... e me vem um calafrio que eriça todos os pelos, uma lágrima que desce sem querer e uma revolta. Revolta interna, daquelas que nem Napoleão seria capaz de vencer, um ódio com dor de quem sofreu, de quem a ferida ainda está aberta, de quem não quer ser curada agora. A dor é minha, só minha, e não largo! Vou roer até o último grão, até não sobrar nada, nem dela, nem de mim. Gritar para minhas quatro cavidades(paredes) de que a culpa é toda desse vão, não é o que diz os românticos? É tudo culpa do coração!!Vamos culpá-lo então. Pelos sonhos melosos perdidos, pela inspiração gasta, pela saliva dada e pelo descompasso. Vamos culpá-lo por gostar de sofrer, de gostar de quem não gosta dele, de querer bater sempre por uma mesma pessoa. Vamos me culpar também, por ter perdido a racionalidade, por ter me doado, por ter me perdido. Por ter acreditado e principalmente, por ter aceitado a condição! Do pouco que sobrou que fique só lembranças, não daquelas noites, mas de quando éramos "crianças". Abram alas, que o bloco do eu sozinho vai desfilar!Estou em pleno carnaval, e tudo é fantasia! Pierrot ainda chora pelo amor da Colombina, eu não vi a banda passar e fiquei fora do foleão. Acordei em outro lugar, onde é proibido sambar.


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